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DISTRITO DE MUTANS

O arraial da Lagoa da Espera, hoje Mutans, teve origem em uma fazenda da família Rodrigues Lima, de Caetité. Em 1911, um dos descentes dos proprietários da fazenda, Senhor João Barros de Lima e Silva, chegou ao lugar trazendo consigo sua esposa, Herculina Gomes de Brito Barros, e 3 dos 11 filhos.

A partir de sua chegada, o pequeno povoado vivenciou impulso não somente comercial, mas também religioso. Muitos encontros religiosos e missas passaram a ocorrer embaixo de um juazeiro à porta da casa do Sr. João Barros. Ele liderou o desbravamento da região onde hoje é o centro de Mutans, assim como a construção de uma pequena capela.

Em 1929, chegou ao arraial o Sr. Osvaldino José de Souza, natural de Brejinho das Ametistas, distrito de Caetité. Casou-se com dona Maura Gomes de Barros, filha de João Barros e construiu, no início dos anos de 1960, o histórico casarão chamado “Solar dos Barros”, reconhecido por sua beleza arquitetônica e que, hoje, infelizmente, está em ruínas.

Segundo depoimento do ex-prefeito de Guanambi-BA, Sr. Jonas Rodrigues da Silva, um dos fatores para o desenvolvimento de Mutans foi o deslocamento de várias famílias do antigo povoado de Tanque de Juazeiro para o Distrito. Esse movimento se deu por conta da insatisfação dos moradores da região com os bares e casas de jogos com mulheres, o que provocava, nos fins de semana, brigas e muito barulho na localidade. Assim, também, o deslocamento das famílias ocorreu devido a uma grande seca que assolou a região por volta do ano de 1920.

 

O primeiro nome do povoado foi Lagoa da Espera e surgiu porque seus primeiros habitantes, índios, ficavam ali instalados à espera de caça e pesca, às margens da lagoa ali existente. A lagoa era, ainda, ponto de encontro de muito tropeiros que transportavam mercadorias naquela região. Em 1929, o Distrito recebeu a denominação de Itaguaçu que, em tupi, significa Pedra Grande, fazendo referência aos grandes rochedos cravados naquela extensão da Serra Geral.

De acordo com Domingos Antônio Teixeira, escritor, em seu livro “Respingos Históricos, no dia 1º de janeiro de 1945 entrou em vigor, em todo o país, um novo quadro territorial e nenhuma alteração houve nos limites de Guanambi. Apenas registrou-se a mudança da denominação de vilas e distritos: Itaguaçu, antiga Lagos da Espera, recebeu o topônimo de Mutans, pois já existia uma cidade no estado do Espírito Santo com o nome de Itaguaçu.

O escritor foi, também, prefeito de Guanambi naquela época e responsável pela indicação no nome Mutans, que significa “esperas” – jirau feito nas galhas do arvoredo, no qual o índio ficava à espreita da caça, no caminho em que devia passar o animal ou na aguada onde ele ia beber.

Fontes: Blog do Latinha e Jornal O Popular